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Funasa divulga em junho os resultados da qualidade da água no rio Doce em 32 municípios de MG e do ES

Funasa divulga em junho os resultados da qualidade da água no rio Doce em 32 municípios de MG e do ES

Técnica da Funasa recolhe amostras de água na Bacia do Rio Doce para avaliação das condições de potabilidade - Foto: Diego Brandão/Funasa

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A primeira etapa da operação Funasa Presente no Rio Doce foi finalizada depois de uma semana de monitoramento da qualidade da água em 32 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo afetados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015. A expectativa da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) é concluir as análises laboratoriais e obter todos os resultados até o fim de maio, para depois os dados serem apresentados à população, reforçando a transparência das informações e a segurança sobre a água consumida nas cidades visitadas.

A ação utilizou três Unidades Móveis de Controle da Qualidade da Água (UMCQA), além de carros de apoio e equipes técnicas especializadas, que percorreram simultaneamente diferentes trechos da Bacia do Rio Doce. Os laboratórios móveis permitiram a realização de análises físicas, químicas e microbiológicas diretamente em campo, agilizando a identificação de alterações nos padrões de potabilidade e ampliando a capacidade de resposta técnica da operação.

“A Funasa tem laboratórios móveis preparados com equipamentos para realizar diferentes tipos de análise da água. Isso permite que parte dos exames seja feita diretamente em campo, com rapidez e segurança técnica”, explicou o diretor do Departamento de Saúde Ambiental da Funasa (Desam), Carlos Henrique de Azevedo Moreira.

Além das análises nas UMCQAs, amostras coletadas na operação também são encaminhadas para laboratórios fixos da Funasa e de parceiros em Belo Horizonte e Vitória, responsáveis pelos exames mais complexos e complementares, comportando metais pesados, orgânicos e agrotóxicos. 

Equipes especializadas da Funasa atuaram simultaneamente em diferentes trechos da Bacia do Rio Doce – Foto: Diego Brandão/Funasa

Confiabilidade e alcance

A integração entre as estruturas móveis e os laboratórios fixos fortalece a confiabilidade dos resultados e amplia o alcance do monitoramento. “Algumas análises exigem equipamentos mais sofisticados, que não podem ser deslocados. Nesses casos, as unidades móveis fazem a coleta seguindo protocolos específicos e as amostras são encaminhadas dentro do prazo técnico adequado para os laboratórios da Funasa”, destacou Moreira.

O monitoramento segue os parâmetros estabelecidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, que define os padrões de potabilidade e vigilância da qualidade da água para consumo humano no Brasil. A norma estabelece critérios físicos, químicos, microbiológicos e radiológicos, alinhando os procedimentos brasileiros às referências internacionais de segurança sanitária.

Entre as metodologias utilizadas pela Funasa está a chamada análise sentinela, procedimento inicial que permite identificar rapidamente alterações relevantes na qualidade da água e orientar ações de monitoramento mais aprofundadas. As análises verificam parâmetros de turbidez, pH, cloro residual, presença de coliformes e indicadores microbiológicos como E.coli.

Os resultados para pH, cloro e turbidez são obtidos imediatamente, em campo. Já os exames microbiológicos exigem incubação laboratorial por pelo menos 24 horas para confirmação da presença ou ausência de contaminação.

O coordenador-geral de Ações Estruturantes em Saneamento e Saúde Ambiental da Funasa, Artur de Souza Moret, salientou que todo o processo segue protocolos rigorosos, desde a coleta até a análise das amostras.

“A coleta também segue um protocolo específico, realizado de maneira adequada aos padrões internacionais. Cada uma das análises sentinelas tem critérios próprios e utiliza padrões reconhecidos mundialmente. A confiabilidade da coleta tem um padrão, a confiabilidade da análise também tem um padrão, e nós obedecemos todos esses procedimentos”, afirmou.

Material coletado é identificado e segue para análise nas unidades móveis ou em laboratórios fixos de Vitória e Belo Horizonte – Foto: Diego Brandão/Funasa

Transparência dos resultados

Segundo Moret, o trabalho da Funasa vai além da realização dos exames laboratoriais e inclui o compromisso de dar retorno às comunidades atendidas pela operação.

“Nosso objetivo não é só fazer a coleta e a análise. Nosso objetivo é fazer a coleta, a análise e apresentar os dados para toda a sociedade. Em curto espaço de tempo – imagino que até o final de maio –, a gente já tenha consolidado todas as amostras realizadas, tanto pelas UMCQAs quanto pelos laboratórios parceiros da Funasa nos exames mais complexos”, ressaltou.

A previsão é que os resultados sejam apresentados às comunidades já na próxima etapa da operação, prevista para junho. De acordo com a Fundação, as informações servirão não apenas para ampliar a transparência sobre a qualidade da água, mas também para apoiar municípios e operadores dos sistemas de abastecimento em ações de melhoria e controle sanitário.

“Esses resultados serão disponibilizados para toda a sociedade e, na próxima campanha, vamos poder apresentar para as comunidades o resultado das medições feitas em cada localidade. Além disso, queremos ajudar os municípios para que possam tratar essa água e que ela esteja adequada para o consumo humano. Esse é um dos principais pontos do trabalho da Funasa: o controle e a qualidade da água para consumo humano”, enfatizou Moret.

Fonte: Assessoria Funasa

Publicado em 26/05/2026

Tags: CasoSamarcoDesastreMarianaRioDoce
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Comentários 1

  1. Marcus Endringer says:
    1 mês atrás

    Tinha que ser feito não só dá qualidade da água. Mas também na lama. Dos pescados, das árvores, plantas entre outros. Pois também deveria ser feito análise do litoral capixaba. Pois nunca existiu na face da terra a suposta descontaminação.

    Reply

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