Os atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana, ocorrido em 2015, que ainda não receberam indenização, estão diante de uma nova dúvida: vale a pena aderir ao Programa de Indenização Definitiva (PID), que foi reaberto esta semana a pedido das instituições de Justiça, ou esperar a conclusão do processo da Inglaterra, com decisão já favorável da Corte contra a BHP, pela reparação àqueles que ainda não receberam?
O PID foi instituído pelo chamado “Acordo do Rio Doce”, ou repactuação, indenizando no decorrer de 2025 mais de 300 mil atingidos, ao longo da bacia do rio Doce e região estuarina, com o valor de R$ 35 mil. O PID estava fechado, mas foi reaberto esta semana (18/5) e vai receber novos requerimentos até o dia 1º de julho.
Acontece que, em 2026, a Justiça Inglesa rejeitou o último recurso da BHP contra a decisão de considerá-la culpada pelo desastre, abrindo o caminho para as indenizações. Para quem não aderiu ao PID, resta aguardar agora o processo de definição sobre o valor da indenização da Inglaterra, o que, segundo estimativas, vai ocorrer apenas em 2027.
Decisão
Neste contexto, os atingidos que ainda não receberam indenização mantém a dúvida: aderir ao PID para receber logo os R$ 35 mil, ou aguardar os valores indenizatórios que serão definidos pelo processo na Inglaterra.
Advogados que atuam no Caso Samarco estão sendo procurados, desde que foi anunciada a reabertura do PID, para orientação aos atingidos. A maioria deles tem tomado uma posição de neutralidade com relação à decisão dos impactados pelo Caso Samarco.
“Eu deixo claro para aqueles que esperam a indenização, que tudo depende da situação de cada um”, explicou ontem um advogado. “Se o atingido estiver necessitando da indenização com urgência, melhor receber logo pelo PID, mas cada um deve decidir livremente”, falou o advogado.
O problema maior da ação Inglesa, conforme os próprios advogados reconhecem, é o fato dos atingidos não saberem qual seria o valor a ser definido pelos parâmetros da Corte da Inglaterra.
Ou seja: pode ser um valor superior aos R$ 35 mil já definidos pelo PID, mas também não há garantias que a esta quantia seja superior. É uma dúvida que acontece diariamente na cabeça dos atingidos, cuja resposta ninguém sabe ao certo.
Publicado em 19/05/2026











Recebi nada até hoje
Eu fiz nunca recebi nada até hoje
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Eu quero saber mais sobre o pid