Desde 10 de julho, um grupo de atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana, ocorrido em 2015, estão acampados na cidade de Itueta, na área conhecida como “Itueta Velha”, aguardando a abertura de um diálogo com a Vale sobre a inconsistência das indenizações.
Ontem, finalmente, um representante da Vale esteve no acampamento para abrir uma linha de conversa com os atingidos, garantindo ao advogado Paulo Moreira, que faz parte do acampamento, que nesta segunda-feira (3/8), ele vai receber um telefonema para abrir o diálogo.
A conversa foi gravada em vídeo e segue abaixo:
Nos finais de semana, o número de acampados em Itueta Velha passa de 200 pessoas, mas nestes 22 dias de mobilização preferiram evitar o confronto com a Vale, deixando de tomar uma atitude radical – que seria a interrupção do tráfego de trens com a ocupação da linha férrea.
“Nossa ocupação é ordeira, pacífica, só queremos abrir o diálogo com a Vale para relatar a inconsistência das indenizações”, explicou o advogado Paulo Moreira, que resolveu encampar a luta dos atingidos e permanece também acampado sob barraca de lona em Itueta Velha.
Peixes morrendo
Um dos pescadores acampados em Itueta Velha, conhecido como Araújo pela militância na luta pelas indenizações, gravou um vídeo na própria Itueta Velha, mostrando a mortandade de peixes no rio Doce, supostamente provocada pela lama tóxica liberada pelo rompimento da barragem.
Publicado em 02/08/2026












