A safra do café está em plena colheita em Baixo Guandu, com os trabalhadores recebendo entre R$ 35,00 a R$ 40,00 por saco, dependendo do carregamento da lavoura, situação diferente de 2025, quando os proprietários rurais chegaram a pagar a R$ 70,00 por saco colhido.
“No ano passado eu cheguei a vender uma saca de café conilon a R$ 1.800,00, enquanto este ano o preço está em torno de R$ 850,00”, explicou ontem o produtor Pedro de Assis Nogueira, complementando que é natural que o trabalhador também receba menos por saca colhida.
Mesmo com a queda acentuada de preços, o café ainda é o maior produto de geração de renda no interior de Baixo Guandu, tanto para produtores quanto para os trabalhadores que atuam nas lavouras. Nesta semana, o preço do café arábica está em torno R$ 1.700,00 a saca, enquanto a variedade conilon fica em torno de R$ 850,00.
Renda
Mesmo com preços bem mais baixos do que no ano passado,a safra de 2026 movimenta a economia de Baixo Guandu, beneficiando centenas de produtores e trabalhadores. São aproximadamente dois mil moradores do município envolvidos diretamente na colheita, entre trabalhadores temporários, meeiros e donos de terras.
Para os produtores, o ano de 2025 foi “de ouro” para a cadeia da cafeicultura, com excelentes lucros para todos em função do preço elevado. “Mas mesmo com esta queda de preços, que chega a passar de 50%, ainda é uma cultura lucrativa”, define o produtor H.S.M, da região do km 14 do Mutum.
Os trabalhadores avulsos também garantem uma renda bem razoável neste período de safra. Os ganhos por semana podem chegar a R$ 2 mil ou até R$ 3 mil. ” Na semana passada eu peguei uma lavoura boa e colhi sozinho 75 sacas trabalhando de segunda a sábado. Deu pra ganhar quase 3 mil na semana”, disse José Nunes Mirion, que mora na sede de Baixo Guandu e viaja mais de 20 quilômetros de madrugada, de moto, para trabalhar.
À tarde, por volta de 17 horas retorna para casa. “Tirando a gasolina e outras despesas, dá uma renda muito boa por semana. Como são uns 3 a 4 meses de colheita, os trabalhadores avulsos costumam aproveitar o período para fazer uma poupança.“
Publicado em 20/06/2026









