Alojados em barracas de lona ou plástico, com cozinha comunitária e criação de um Conselho para coordenar os rumos do movimento, centenas de atingidos pelo desastre ambiental da Samarco, ocorrido em 2015, estão há 93 dias acampados em Itueta Velha (MG), tentando reabrir o diálogo com a Vale sobre as indenizações da tragédia de Mariana.
O pescador Araújo, ativista do movimento, gravou no dia 10 de outubro um vídeo, conclamando os atingidos a aderirem ao movimento. Ao lado do rio Doce, ele denuncia que as águas continuam contaminadas e quer a reabertura do diálogo com a Vale e Samarco , buscando alternativas de reparação àqueles que foram duramente atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana.
“O acordo foi feito com os governos federal e estadual, não com os atingidos”, afirma Araújo referindo-se ao “Acordo do Rio Doce”, ou repactuação, conclamando os atingidos para se juntarem ao movimento.
Acampados
Acampados desde 10 de julho na estrada de Itueta Velha, a cerca de 100 metros da linha férrea da Vale, os atingidos chegam a somar mais de 500 pessoas nos finais de semana, com centenas de barracas permanentes no local.
O convívio no local mantém regras rígidas, com proibição expressa de bebidas alcoólicas ou drogas; a cozinha é comunitária e um Conselho se reúne diariamente para definir os rumos do movimento, e também são realizadas assembléias com a participação de todos.
Muitos esperavam que os atingidos fossem paralisar a minha férrea da Vale, mas nos 93 dias da instalação do acampamento, isso não aconteceu.
Veja o vídeo divulgado pelo pescador Araújo, um dos líderes do movimento:
Publicado em 13/10/2026











